Confira nossa página de notícias

ANSIEDADE ALÉM DA CONTA
Postado em: 18/07/2016 - 07:47
 


A ansiedade nem sempre é ruim, pois em certo grau protege as pessoas de perigos reais ou até as deixa mais aptas para enfrentarem situações que requerem maior atenção e preparo.

O problema é quando a ansiedade ultrapassa o nível necessário para resolver demandas de situações específicas e passa a afetar a qualidade de vida. Neste caso, indica-se a busca por atendimento psicológico, pois a ansiedade pode trazer prejuízos em várias áreas da vida das pessoas e o não tratamento pode agravá-la.

Esta ansiedade patológica caracteriza-se por um grau de preocupação e medo excessivos, um foco de atenção apenas para aspectos negativos e de risco (real ou imaginário), uma mente que não consegue relaxar e que é invadida constantemente por pensamentos que aumentam e mantém a ansiedade e a sensação de angústia, de vulnerabilidade, de falta de controle sobre os eventos e sobre si mesmo. Além disso, manifesta-se também por sintomas físicos como sudorese, taquicardia, tremores, boca seca, dificuldade para engolir, tensão muscular, insônia, etc. Sua origem pode ser tanto hereditária como decorrente de vivências que incluem, por exemplo, a observação de modelos de pessoas ansiosas, especialmente aquelas que nos são significativas, como os pais.

A terapia cognitivo-comportamental tem se mostrado extremamente eficiente para o tratamento dos transtornos de ansiedade. Um dos princípios que norteiam esta abordagem é o de que diante de uma situação a pessoa tem pensamentos automáticos que lhes vêm à cabeça, o que gera uma emoção e por fim uma reação. No caso da ansiedade, estes pensamentos, derivados da interpretação que a pessoa faz do evento, são muitas vezes distorcidos, pois a pessoa ansiosa tende interpretar de forma negativa, utilizando formas equivocadas de pensamento como a catastrofização (fazer uma tragédia), a supergeneralização (vai ser assim, mesmo sem ter evidências para isto), pensamento polarizado (tudo ou nada), entre outros.

Nesses casos, através da terapia busca-se ajudar o paciente a identificar quando os pensamentos são reais ou distorcidos, através de busca de evidências para uma interpretação correta do evento, o que afetará diretamente na emoção vivenciada e nos comportamentos que se seguem. Estas interpretações estão arraigadas no jeito de ser das pessoas e baseiam-se nas crenças que elas construíram sobre si mesmas, sobre os outros e o mundo, outro fundamento da terapia cognitivo-comportamental. Trabalha-se de forma focada nos objetivos definidos pelo paciente e terapeuta, utilizando-se técnicas cognitivas e comportamentais específicas para o tratamento dos transtornos da ansiedade, o que torna o tratamento geralmente mais breve.

 


 
Autor: Andrea Rapoport Psicóloga 07/07622 Dra. em Psicologia Espec. em Terapia Cognitivo-Comportamental
 

MUSP     Links   Contato

 

Sociedade Civil constituída e administrada por psicólogos. Em atividade desde 1996, foi pioneira na implantação de rede de atendimento psicológico no Estado do Rio Grande do Sul. (CRPJ 07/0124).  
  • Institucional
  • Serviços
  • Parcerias
  • Artigos
  • Notícias
  • Fotos e Vídeos
  • Fale Conosco
  •   (51) 3333.2430
    (51) 3321.3215

    musp@musp.com.br
       
    Unidade  
    Rua João Abott, 482  
    Petrópolis - Porto Alegre/RS    
         
         
    © Copyright 2013 - MUSP. Site desenvolvido por RE Telecom